Declaração do Artista

Uma vez Cartier Bresson disse:
“Fotografar é colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.”

Para mim, essa frase resume o sentimento que me leva a fotografar. Porquê fotografar não é apenas ajustar a câmera e pressionar um botão. Gosto de fotografar o que desperta a minha atenção, o que atrai o meu olhar, o que me emociona ou o que tenho alguma ligação.

Comecei a me interessar pela fotografia durante as sessões de slides e filmes 8mm, que meu pai costumava fazer em casa, durante a minha infância. Havia algo de mágico naquelas imagens projetadas na parede, como se eu pudesse ser transportado para aqueles locais e momentos.

Minhas primeiras fotos foram de festas de família e viagens, feitas com câmeras de filme compactas. Depois de comprar minha primeira DSLR e experimentar diferentes técnicas e assuntos, comecei a me interessar mais pelas texturas à minha volta, por fotografias de natureza e de paisagem.

Acredito que o olhar é treinado à medida que o exercitamos, prestando atenção ao que nos cerca e observando o mundo ao nosso redor. Para fotografar, não é preciso uma câmera, apenas estar com os olhos atentos. Quantas vezes penso comigo mesmo: “Ah se eu tivesse uma câmera comigo nesse momento….”

As minhas maiores inspirações para fotografar são:

– Estar em contato com a natureza. Sentir o cheiro da terra molhada, ouvir o canto de um pássaro, são coisas simples que deixamos de valorizar no nosso dia a dia cada vez mais atarefado, principalmente nas grandes cidades.

– Estar explorando um lugar pela primeira vez, sem saber o que vou encontrar a seguir. Em um mundo cada vez mais conectado e mais previsível, essa emoção de estar em um lugar desconhecido é muito estimulante.

– Enxergar o que se passa despercebido no nosso dia a dia. Quando estamos ocupados em nossas rotinas, não olhamos o mundo de verdade, apenas passamos por ele. É possível encontrar muita beleza nos pequenos detalhes.

Com a minha fotografia, gostaria de passar às pessoas um pouco de deslumbre, espanto e esperança. Conscientizar as pessoas do que existe de belo e precioso no mundo, e do quanto é importante preservar essas coisas. Provocar as pessoas a contemplar e refletir sobre a nossa realidade, sobre a realidade do nosso mundo e o efeito de nossas decisões, para que possamos criar um mundo melhor para os nossos filhos e netos.

Assim como a criança, que a cada dia descobre algo de novo no mundo, nós adultos deveríamos manter acesa essa chama de deslumbramento e curiosidade.

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